“A VOZ DE NOVIANE” – JORNAL EDIÇÃO O7 DE 2019

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ENI ROVUMA BASIN ATRAVÉS DA FUNDAÇÃO AVSI FORMA PROMOTORES.

No âmbito do plano de Sustentabilidade do Projecto Coral Sul, a Eni Rovuma Basin. (“ERB´´), na qualidade da Operadora Delegada para as actividades Offshore da Área 4, está a implementar através da Fundação AVSI, o projecto intitulado “Promoção da eficiência energética e do uso de fogões melhorados nos assentamentos informais de Pemba” e tem como meta a produção e distribuição de 10.000 fogões na cidade de Pemba.

Como parte deste projecto, nos dias 16 a 21 de setembro do corrente ano, foi realizada uma formação onde 28 jovens entre mulheres e homens foram formados em matérias de formação humana e de venda.

Na componente da formação humana os futuros promotores aprenderam que todas as pessoas são importantes e tem valor infinito e abordou-se sobre a família e a comunidade dando entender que qualquer pessoa vive numa sociedade e que nessa sociedade cada pessoa precisa criar um protagonismo para o seu desenvolvimento e para o desenvolvi-mento da sociedade.

Também aprenderam que as pessoas têm seus desejos particulares e tem desejos profundos.

A formação também abordou sobre o tema, ser adulto. O moderador da formação, explicou que ser adulto é assumir as próprias responsabilidades. Na componente de venda, foram explicadas as metodologias de venda dos fogões melhorados usadas pela Funda-ção AVSI.

O senhor Chozede Catepe, responsável de produção dos fogões melhorados, disse que em toda a cidade de Pemba existem 5 postos fixos de fabrico dos fogões melhorados (modelo Mbaula B). Dentre estas uma associação de olaria denominada “Luta contra a pobreza”, sedeada no bairro municipal de Muxara. 

Na mesma formação deu-se a conhecer, que cada posto de produção tem uma referência de uma espécie de árvore, porque os fogões melhorados contribuem na redução do abate das árvores e nós precisamos delas para a nossa sobrevivência e o equilíbrio dos ecossistemas naturais.

Os fogões melhorados produzidos e distribuídos poupam o carvão e automaticamente o seu dinheiro ajudando assim a renda familiar. No decorrer da formação houve a participação de alguns promotores experientes que deram os seus testemunhos e motivações aos novos promotores.

As Direcções províncias de terra ambiente e desenvolvimento rural e da Agricultura participaram nesta formação como forma a testemunharem e acompanharem de perto o processo de transmissão de conhecimento aos novos promotores recrutados.

Por Remane Wahite

PROSTITUIÇÃO INFANTIL UM MAL QUE PERIGA AS FAMÍLIAS MOÇAMBICANAS

O projecto PLATIP em parceria com Universidade Católica de Moçambique (UCM), delegação de Pemba procedeu debate sobre prostituição infantil e suas consequências isto tinha como propósito a dar entender aos participantes que este caminho não é a única alternativa para quem o faça, sendo que este tema no geral tem sido muito difícil ser debatido no seio das comunidades pois envolve certos mitos e tabus no seio das famílias.

1 - PROSTITUIÇÃO INFANTIL UM MAL QUE PERIGA AS FAMILIAS MOÇAMBICANAS - JORNAL-JOSINA-ED

Antes do debate os participantes tiveram a oportunidade de assistirem um filme intitulado as “irmãs de búzi” que conta uma história de duas irmãs que viviam em búzi mas por, lá a irmã mais nova sofria assédio sexual por parte de um homem mais crescido em relação a sua idade e o ambiente no local era de prostituição em busca de benefícios monetários relacionados com caprichos.

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Uma das grandes perguntas do debate foi, “porque que as jovens na sua maioria se prostituem?“A questão par-tiu da moderadora do debate, Emigrada, docente da Universidade Católica de Moçambique (UCM) e a resposta não tardou a chegar pois segundo o senhor Salde, afirmou que as jovens si prostituem na maior das vezes, devido aos seguintes factores: necessidades, pois segundo ele as meninas que si prostituem a maioria delas não tem apoio familiar e sendo que elas precisam de si cuidar, optam por este caminho, influencia, outras meninas optam por este caminho porque são influenciadas pelas amigas, pelas irmãs em resumo, as más companhias, ambição, neste factor pode-se concluir que é praticada a prostituição em benefícios de ostentação.

Uma pergunta de insistência foi: “Como podemos fazer para que a informação chegue a todos?” A moderadora questionou e os participantes sugeriram na altura que as entidade que tem a responsabilizar de sensibilizar as comunidades e as praticantes deste actos, as mesmas devem chegar as comunidades para explicar que a pratica da prostituição não e um caminho a seguir, pois existem várias formas das nossas jovens buscar sustento se que possam prostituir em troca de um beneficio.

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Um dos presentes de nome, Selemane Siricate, realçou que os pais e encarregados de educação devem educar suas filhas na base de princípios religiosos e os princípios religiosos sempre condenam estes actos ilícitos bem como a prostituição infantil, outros sim sugeriram a educação sexual e reprodutiva, em todas as escolas pois assim as crian-ças crescem sabendo de que a prostituição infantil é um caminho que leva a perdição dos que praticam.

Wassalia Meigos, técnica social de Projecto, defendeu na altura que a sensibilização também dos homens que e consi-derada uma das partes chaves na pratica da prostituição, pois são estes na sua maioria que seduzem as jovens a praticarem a prostituição infantil quando estes oferecem dinheiro aos menores.

Este encontro de comité comunitário de acompanhamento do bairro Josina Machel realizou-se no dia 30 de Setembro do corrente ano.

Por Remane Wahite

BAIRRO JOSINA MACHEL RESSENTE-SE PELA DEGRADAÇÃO DO MEIO AMBIENTE

O projecto PLATIP (planeamento territorial integrado e participativo) em mais um encontro quinzenal ao nível do bairro de Josina Machel realizou mais um encontro do CCA (Comité Comunitário de Acompanhamento), onde o tema principal era a questão do saneamento do meio ambiente que o bairro enfrenta no seu cotidiano.

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Os membros do referido CCA mostraram a sua preocupação em relação a zona residência por detrás do hotel SARIMA, zona do Calçadão baia, pois quando chega a época chuvosa aquele quarteirão sofre com a problemática das inundações proveniente das chuvas torrenciais, caso mais recente foi a quando da passagem do ciclone Kenneth, que devastou toda zona e foi imagem impar das inundações na cidade de Pemba nos meios de comunicação social, com a população totalmente afetada e em calamidade de emergência.

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Segundo um dos membros do CCA, presente no encontro que reside naquela zona residencial afirma que nos tem-pos passados a água da chuva quando chegasse naquela zona desaguava para o lado da praia do Wimbe, mas num processo de escoamentos submerso, bem como a outra parte da agua desviava num canal natural para a zona da ponte próximo do hotel Nautillus, sendo que a água tinha uma filtração abaixo da estrada.

Este procedimento natu-ral nos tempos que correm devido as construções desordenadas a nível de todo bairro Josina Machel, os cursos naturais das águas ficou obstruído fazendo com que as águas da chuva tomem novos caminhos fazendo vários estragos durante o seu percurso. Na mesma intervenção o membro da CCA pediu a quem de direito e responsável que implementem a mesma tecnologia que usaram na zona do Abubacar, que quando chega o período chuvoso exis-te um canal colector que faz com que a água escoe para o lado da praia do Wimbe.

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Um dos representantes e parceiros de implementação do Projecto PLATIP, na zona pilota referenciada, Jorge de Sousa Delegado da ONG KULIMA, aconselhou a todos os participantes que tenham a hábito contínuo de planta-rem árvores nas suas residências, estes que levassem a mensagem as suas famílias, pois as árvores podem nos salvar desse problema ambiental e por consequente vão reduzir a erosão no interior do bairro e bem como na redução do efeito estufa para o ambiente, tornando o ambiente local mais estável. Este encontro de comité comunitário de acompanhamento do bairro Josina Machel realizou-se no dia 9 de Setembro do corrente ano.

Por Remane Wahite

MUNICÍPIO DE PEMBA LEVA REALIDADES AO FÓRUM URBANO PERMANENTE

O projecto PLATIP (Planeamento territorial integrado e participativo) com apoio dos seus parcei-ros estratégicos realizou o FUP VII (Fórum urbano permanente) que é um mecanismo que repre-senta um instrumento que visa estruturar, aumentar e garantir a participação de todos intervenien-tes da sociedade civil na boa governação do território, nomeadamente o governo, autoridades locais, o sector privado, as academias, a sociedade civil e os municies.

Este encontro teve lugar na praça dos heróis moçambicanos na cidade de Pemba no dia 19 de agosto do corrente ano. O FUP tem feito seus encontros em sessões públicas e limitadas através de representantes dos vários sectores com a finalidade de analisar, comentar e aprovar as actividades do projecto PLATIP bem como discutir assuntos relevantes, troca de experiências e juntos encontrar soluções em relação a um planeamento urbano sustentável e integrado para a nossa cidade de Pemba .

O presidente do conselho autárquico abrir o FUP VII onde saudou a todos os participantes nomeadamente, os líderes religiosos, os secretários dos bairros, os Paceiros e a sociedade civil, na mesma intervenção o edil de Pemba realçou que este FUP VII e o primeiro neste ciclo de governação e o sétimo realizado na cidade de Pemba por motivos de agenda de trabalho o presidente do conselho municipal si retirou da sala e desejou bom debate a todos .Neste FUP o tema que foi discutido com maior relevância foi a questão da problemática dos resíduos sólidos na cidade de Pemba e a gestão do mesmo pelo órgão municipal este e gerido pela edilidade e pela população dos bairros do município de Pemba e prováveis soluções, por isso muitos especialistas no assunto deixaram suas críticas e possíveis soluções do grande problema do cotidiano.

Segundo Domingos Baptista director da área de salubridade no Conselho municipal da cidade de Pemba, reconheceu o facto da cidade que Pemba tem problemas na recolha de resíduos sólidos a nível da urbe, mas a edilidade tem feito grandes esforços para manter a cidade de Pemba limpa. O mesmo salientou que hoje que existe o novo aterro sanitário municipal que dista a 23 km da cidade de Pemba, deixado de existir o ante-rior que se situava na zona da GALP o mesmo que se encontra mal situado face a postura urbana.

Também deu a conhecer que a edilidade possui 7 camiões, 1 tractor, 70 contentores, para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, bem como deixou claro o esforço da edilidade para a gestão da lim-peza da cidade Pemba. O governante reconhece que a comunicação e a sensibilização aos populações e necessário pois as pessoas devem ter o habito de separar o lixo para que haja melhor manu-seamento na recolha dos residis sólidos, recapitulou que os munícipes devem ter habito de reciclar os resíduos sólidos pois este também e um fonte de renda para as famílias carenciadas. Houve espaço para criticas e ultimas considerações, onde todos foram unanimes em dizer que para que haja uma boa gestão municipal de resíduos sólidos será necessário a colaboração de todos munícipes.

E por sua vez o Arquitecto António Amurane, docente da Universidade de Lúrio em Nampula, sugeriu a conselho municipal da cidade de Pemba construção de cisternas para a captação da agua da chuva para puder usar nas área verdes que poucas ainda restam na cidade, segundo ele temos que valorizar as área verdes, uma vez que existem associações ligadas a restauração de áreas verdes e jardins degradados no âmbito do Projecto PLATIP.

O coordenador do projecto PLATIP, Gabriel Tardivo informou aos participantes que o projecto que dirige esta a trabalhar com asso-ciações que foram criadas no âmbito do mesmo projecto e as mesmas associações estão focadas nas áreas de recolha de resíduos sólidos das comunidades dos bairros Josina Machel e Eduardo Mondlane bem como a reciclagem do mesmo.

Por Remane Wahite

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Projecto PLATIP
Planeamento Territorial Integrado Participativo, Pemba – 09/2016-10/2019
Parceiros Implementadores:
CMP, Fundação AVSI, Khandlelo, Forum Terra, Kulima, CPOS/UCM, Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico (UniLurio)
Parceiro Associado:
ANAMM – Associação Nacional dos Municípios de Moçambique

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Resultado 1 – Participação da cidadania acrescida, sustentabilidade organizacional e capacidades das OSCs fortalecidas incluindo a elaboração, implementação e monitoria de planos de desenvolvimento local integrado.

Resultado 2 – Directrizes e instrumentos para o Planeamento Territorial Integrado e Participativo (PLATIP) introduzidos no Plano de Estrutura Urbana (PEU) existente, aplicados em 2 bairros pilotos (Planos de Desenvolvimento Local Integrado = PDLI) e difundidos.

Resultado 3 – Desenvolvimento humano integral melhorado e consciência dos direitos e deveres, difundida em benefício dos jovens e das mulheres dos bairros degradados através da for-mação e inserção profissio-nal no sector da gestão dos recursos naturais e de actividades culturais e desportivas.

FICHA TÉCNICA: Director: Remane Wahite, Editor: Remane Wahite, Revisor: Remane Wahite, Responsável de Imagem: Marcos Américo, CO- Revisor e Editor: Cândido João

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